Amazônia têm segundo pior agosto na série histórica


Foto: Divulgação

No governo Bolsonaro a “boiada” segue passando de forma acelerada. O acumulado de alertas de desmatamento em agosto de 2022 na região foi de 1.661 km², segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). É o segundo pior agosto da série histórica do Deter, atrás apenas de 2019.


O crime organizado na atual administração federal tem dominado a região, e a liberação de armas para civis, o sucateamento de órgãos de controle e a falta de apoio aos servidores têm tornado a fiscalização ainda mais difícil. As queimadas também seguem crescendo na região e no mês passado chegou a 33.116 focos de queimadas, sendo o pior agosto de queimadas dos últimos 12 anos.


O avanço da destruição na Amazônia já é sentida em outras regiões do país. A "nuvem" de fumaça provocada por queimadas na Amazônia chegou nos estados de São Paulo e Paraná. Nesta sexta-feira, 9, a cidade de São Paulo voltou a amanhecer coberta de cinza por fumaça vinda da região amazônica.


Outra prática criminosa é o garimpo ilegal de ouro na Amazônia que cresceu 44% em 2021. A destruição, lamentavelmente, também tem avançado em terras indígenas com anuência do governo federal que tem “fechado os olhos” para as práticas ilegais na região dando apoio e acobertando crimes. Essa anuência tem dado liberdade para grileiros e fazendeiros seguirem sem o menor pudor destruindo a floresta e invadindo áreas de proteção.