“Belém, alfabetizada e educadora”: Cem anos de Paulo Freire



O grande patrono da educação deste país Paulo Freire completou ontem, 19, seu centenário. A fonte de conhecimento, um caminhante da educação. Entre campanhas de alfabetização, livros escritos, políticas públicas elaboradas e tiradas do papel, Paulo Freire espalhou a semente de uma pedagogia popular na qual todas as pessoas são consideradas agentes do conhecimento. Nela, os processos educativos se relacionam aos contextos sociais a partir da consciência crítica e da criatividade de professores e alunos.

Freire completaria cem anos hoje. Inspiração para gerações de professores e pesquisadores, o pedagogo recifense e cidadão do mundo desenvolveu programas de alfabetização em diversos territórios, incluindo países da África, como Moçambique e Guiné-Bissau, e da América Latina, dentre os quais Chile e Nicarágua.


Em Belém, na comemoração ao centenário do educador, o povo foi as ruas em um cortejo, para exaltar sua figura de Paulo Freire. O prefeito Edmilson Rodrigues, a Secretaria de educação Marcia Bittencourt, professores, alunos, admiradores da vida e obra do mestre educador, estiveram no cortejo, para cantar nossa cultura, em defesa da educação e do legado do patrono da educação.


O cortejo marca também o projeto da prefeitura de Belém “Belém, cidade alfabetizada e educadora” para promover a erradicação do analfabetismo de toda a capital paraense. O objetivo é alfabetizar mais de 11 mil pessoas que estão no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) que nunca frequentaram a escola e foi durante o ato, que o prefeito Edmilson entregou o Plano Municipal de Educação.


A educadora Eunice Dias Barros, fez questão de participar do cortejo “Fico muito feliz de ver um Prefeito incentivador da educação. Pode parecer clichê, mas é uma verdade, a educação salva, liberta, e que este projeto sirva de inspiração para tantos outros governantes, e que a educação alcance a todos.” Disse a professora de artes de E.M.E.I.F. Prof. Ernestina Rodrigues


o Plano de Alfabetização da prefeitura de Belém irá trabalhar com duas metodologias: a primeira, Freireana, que utiliza o universo vocabular das pessoas e temas geradores, focados na realidade do indivíduo, com atividades de círculo de cultura e diálogos, para a formação política. A segunda corresponde ao método cubano chamado ‘Sim, posso’, que trabalha com recursos audiovisuais e círculos de cultura, os quais serão desenvolvidos, em especial, pelos movimentos sociais, mesclando com a filosofia freireana.

A educação é um direito fundamental que ajuda não só no desenvolvimento de um país, mas também de cada indivíduo. Sua importância vai além do aumento da renda individual ou das chances de se obter um emprego. Por meio da Educação, garantimos nosso desenvolvimento social, econômico e cultural. Como diz nosso patrono da educação “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”, viva Belém, a cidade educadora.