Ceia de Natal dos Paraenses está mais cara este ano



Estamos na semana do Natal e os supermercados e feiras estão lotados de pessoas fazendo compras para os preparativos do dia 24, mas a população está encontrando dificuldades para montar a ceia de Natal. Os preços dos produtos que geralmente fazem parte da época natalina estão altos e fugindo do orçamento dos consumidores. O reajuste de 11% dos produtos característicos da festividade de fim de ano assustou quem tinha a intenção de gastar o mesmo valor de anos anteriores.


Produtos como o peru, chester e bacalhau, frutas como uvas e maçãs, oleaginosas como castanha-do-Pará, o tão famoso panetone, entre outros alimentos tradicionais nas mesas de Natal, sofreram reajustes consideráveis em comparação às comemorações do ano passado. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), a inflação é a principal culpada de diminuir a fartura na mesa do Natal dos brasileiros, já que a alta acumulada de 8,24% ao ano fez com que a inflação oficial do país chegasse a 10,67% nos últimos 12 meses.


O peru, por exemplo, um dos protagonistas dessa época do ano, sofreu um reajuste de 11,46% em relação ao ano passado, ou seja, quem quiser fazer uma ceia completa como manda o figurino vai precisar desembolsar uma quantia mais ou menos de R$24,00 a mais, se comparado ao mesmo período do ano passado, pelo quilo da iguaria. Para quem prefere economizar e trocar o peru pelo frango os preços também estão acima da média, custando em média R$12,00 o quilo. O panetone é mais um protagonista da ceia de Natal que também não conseguiu fugir da inflação deste ano, 500g do alimento está custando, em média, R$28,90. Nem as frutas, características nas mesas de Natal, escaparam da alta dos preços, com uma inflação de 11%, elas também estão mais caras este ano.


Ou seja, a ceia de Natal de 2021 será mais cara em todos os sentidos, e quem está acostumado a comemorar essa data vai encontrar dificuldades para montar uma ceia igual à dos anos anteriores. A melhor saída é diminuir a quantidade e abdicar de certos produtos para tentar economizar e não estourar o orçamento do tão valioso 13º.