COP26: povos indígenas conseguem 1,7 bilhões para a proteção da Amazônia


Foto reprodução mídia ninja

A COP 26 nesta última semana chegou a uma resolução histórica e positiva aos povos originários. Os verdadeiros guardiões da floresta irão receber o financiamento de doadores privados e governos de 1,7 bilhão de dólares entre os anos de 2021 e 2025, com o objetivo de fortalecer as populações indígenas, que são essenciais para proteger as florestas e a biodiversidade abrigada por elas. O dinheiro será doado pelos governos do Reino Unido, Noruega, Alemanha, Estados Unidos e Países Baixos em parceria com dezessete instituições filantrópicas.


Não é de hoje que falamos que os povos indígenas são os maiores e principais aliados para a preservação ambiental.


Uma das organizações que poderá receber parte dos recursos prometidos é a Aliança Global de Comunidades Territoriais (GATC), uma coalizão da América Latina, África e Ásia que representa 35 milhões de pessoas em 24 países. No modelo atual e predominante de financiamento, povos indígenas e comunidades tradicionais mal veem o dinheiro para protegerem seus territórios.


Segundo site El País, as comunidades indígenas administram metade da terra do mundo chegando a cuidar de cerca 80% da biodiversidade, porém mesmo com esse grande número e responsabilidade, apenas 1% do financiamento dedicado a redução de desmatamento chega às mãos dos povos indígenas.


De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe (FILAC), a taxa de desmatamento dentro de florestas indígenas onde a propriedade da terra foi assegurada é 2,8 vezes menor do que fora dessas áreas na Bolívia, 2,5 vezes menor no Brasil e 2 vezes menor na Colômbia.


Mesmo com os resultados positivos de conservação em territórios indígenas, o estudo da Rainforest Foundation da Noruega, na última década, diz que somente 270 milhões de dólares atrelados a financiamento climático foram destinados anualmente à proteção de florestas.


O movimento que acontece agora no maior evento climático do mundo, mostra o reconhecimento a comunidades originárias, que são as maiores aliadas e comprometidas com as questões ambientais no Brasil e vão continuar a preserva o meio ambiente no nosso país.