Corpos de Zé do Lago e família são exumados pela Polícia Civil para pericia


Os responsáveis pelo crime brutal que tirou a vida do ambientalista Zé do Lago, de sua esposa, Márcia e sua filha Joene, ainda não foram encontrados, tão pouco a causa da morte foi descoberta pela Polícia Civil. As investigações continuam em andamento e no último domingo (17) os agentes da polícia foram até a região de São Félix do Xingu, local em que a família foi enterrada, para fazer a exumação dos corpos, com a intenção de desvendar a autoria do delito.


Falamos por telefone com o José Carlos Rodrigues, delegado responsável pelo caso, que contou que os corpos foram exumados e levados para o município de Marabá. O delegado também informou que no ato da exumação, equipes da Divisão de Homicídios, localizada no bairro de São Brás, em Belém estiveram presentes no local para realizar o trabalho. “As equipes da DH estiveram aqui, já que essas diligências foram encabeçadas por eles”, ressaltou ele.


Relembre o crime: O corpo do ambientalista e de sua família foi encontrado no domingo (09), na região do rio Xingu, pela Polícia Civil, com a ajuda do filho de Zé do lago. Ainda de acordo com a PC, acredita se que a família tenha sido assassinada na sexta-feira (07), por conta do estado de decomposição dos corpos.


O corpo do ativista e de sua enteada, Joene, foram encontrados do lado de fora da residência, enquanto o de sua esposa, Márcia, foi achado boiando no rio Xingu.


Vale lembrar que a família era bastante conhecida na região, por exercer projetos de proteção ao meio ambiente, e um deles era especificamente voltado à proteção e criação de filhotes de tartarugas na região.


Entramos em contato com familiares das vítimas, que disseram não entenderem o motivo pelo qual, Zé, Márcia e Joene foram mortos. Samuel Azevedo, filho único de Zé do lago e Marcilene Lisboa, filha mais velha de Márcia, informaram que os pais nunca haviam comentado que estavam sofrendo ameaças.


Samuel disse ainda, que o local em que a família morava era uma região de difícil acesso e que isso pode ter facilitado a ação dos assassinos, para que ninguém escutasse os disparos da arma utilizada para tirar a vida dos ativistas.


A morte destes ativistas permanece impune e sem que os responsáveis paguem pelo que fizeram, por isso é extremamente necessário que a perícia desses corpos seja feita de forma minuciosa e que todas as perguntas para este crime brutal possam ser respondidas. Pedimos justiça pela morte desta família protetora da natureza na região do Xingu.