Deslizamento de terra da Mineradora vale piora a situação em Marabá


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As fortes chuvas que estão sendo registradas no Município de Marabá têm deixado o estado do Pará todo em alerta. Não somente por lá, mas em diferentes regiões do estado a previsão é de que o volume de chuvas para este mês seja maior do que o esperado. As chuvas no município vieram violentamente na segunda-feira (03), deixando cerca de 565 famílias desabrigadas. A previsão é de que neste sábado (08) as coisas por lá piorem, o nível do rio pode chegar a 11,95 metros.


Estima-se que mais famílias tenham que deixar suas casas, rumo a 10 abrigos montados pela Prefeitura do local, porém, a quantidade de coberturas não é suficiente para o número de pessoas que estão sem teto ou correndo risco de vida, dentro de casa.


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Como se não bastasse o desespero e agonia das tantas pessoas que tiveram que sair de suas residências às pressas, durante a madrugada de quinta-feira (06), um deslizamento de terra foi registrado nas dependências do Projeto Salobo III. O projeto é o segundo maior empreendimento de cobre desenvolvido pela gigante e sanguinária, Vale. Na ocasião, a lama deslizada acertou em cheio parte de uma estrutura metálica que dá suporte para correias que transportam minério, um carro de pequeno porte também foi engolido pela terra.


É mais um crime ambiental causado pela Vale, que só lucra e deixa nosso estado mais miserável


Segundo divulgado no portal Papo Carajás, a mineradora disse que o incidente não fez vítimas, porém o ocorrido deixou funcionários assustados, já que a mineradora carrega um histórico extenso de mortes de inocentes por desastres ambientais.


A Vale é uma velha conhecida envolvida em escândalos milionários, de desmatamento, desastres, mortes, falta de assistência às famílias das vítimas e tantos outros crimes, que permanecem impunes até hoje.


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A maior mineradora assassina do Brasil é a responsável pelo rompimento da barragem de Mina de Feijão, em Brumadinho (MG), em 2019, que tirou a vida de 270 pessoas. Naquela época, muitos corpos não foram achados, outros dilacerados pela força da lama, as famílias destas pessoas não conseguiram nem sequer se despedir de forma digna de seus entes queridos.


O crime aconteceu após pouco mais de três anos do rompimento de outra barragem, também de responsabilidade da Vale. O rompimento da barragem de Mariana, também em Minas gerais, ocorreu no dia 5 de novembro de 2015, o mar de lama se espalhou pela cidade, levando casas, devastando pastos e vegetações, matando cerca de 19 pessoas, e poluindo o Rio Doce, tomando proporções tão grandes que atingiu até o oceano de Espirito Santo.


Após anos dessas tragédias os locais destruídos ainda não foram reestruturados, os responsáveis pela tragédia não foram julgados, as diversas comunidades destruídas continuam do mesmo jeito e ainda faltam respostas para a recuperação do meio ambiente.


A vale se cala, é covarde, e não arca com o cerco sanguinário que construiu durante todos esses anos, às custas de inocentes, destruindo e acabando com os recursos naturais do Brasil, para lucrar e se tornar o que é, muita mais do que a maior mineradora do Brasil, a Vale é uma das maiores genocidas e ecocida no ramo.