Enchente cobre ponte e isola 14 aldeias Tembé no Pará


As chuvas do inverno amazônico, alaga todo ano o principal acesso para as aldeias da Terra Indígena Alto Rio Guamá (TIARG), no Pará. Sempre que chega o período do mês de março, o rio Guamá que banha as aldeias e dar nome ao território do povo Tembé Thenethehar, sobe ao ponto cobrir toda a ponte do ramal da PA121 que garante o acesso dos indígenas para as cidades e para outras aldeias. O povo Tembé vem cobrando a anos das prefeituras de Santa Luzia, Garrafão do Norte e Capitão Poço, e do governador do Estado, a construção de uma nova ponte, acima da marca onde sempre alaga, para que o problema seja resolvido de forma definitiva. A pequena ponte de madeira que existe, foi construída pelos próprios indígenas com apoio da prefeita Edilma (PSB), de Garrafão do Norte, mas não tem altura suficiente para passar esse período de fortes chuvas e por varias vezes já caiu e prejudicando ainda mais a vida dos Tembé. A situação de isolamento preocupa mais ainda as lideranças indígenas diante da pandemia do coronavírus, YahuTembé, técnico de enfermagem da aldeia Itaputyri que também faz parte do grupo de aldeias que ficaram isoladas, apresenta as dificuldades e preocupações, “ficar sem acesso as outras aldeias e a própria cidade de Capitão Poço onde fica o polo da Saúde indígena pode por em risco a vida de algum paciente, como as gravidas, idosos e os pacientes de covid”, felizmente e por conta do esforço coletivo dos Tembé a covid não foi forte no território, mas novos casos começam aparecer e os Indígenas temem a segunda onda. Os carros da Sesaique auxiliam no atendimento dos indígenas não conseguem circular e ficam presos pela enchente, tornando mais difícil o trabalho das equipes de saúde.