Garimpos ilegais são deflagrados no Pará nesta semana



O Pará é um dos estados com mais territórios afetados pela prática do garimpo ilegal. Nesta segunda-feira (12), a Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Semas), fez uma operação e interditou um garimpo clandestino no município de Palestina do Pará e São Geraldo do Araguaia, no Sudoeste do Pará. A ação faz parte de uma fiscalização que pretende garantir a preservação de recursos naturais dentro do Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas.


Outra operação também nesta semana, deflagrou um garimpo ilegal dentro do território indígena do povo Kayapó. Durante operação de combate a garimpos ilegais para extração de ouro, cerca de doze balsas foram destruídas. Na ação realizada pelo Ibama, em três dias também foram destruídas 12 escavadeiras hidráulicas, quatro motobombas e um caminhão carregado de toras.


De acordo os agentes ambientais apreenderam ainda armas e 700 gramas de mercúrio, considerado uma ameaça à saúde pública. A extração mineral é criminosa e ilegal em terras indígenas e a anos essas práticas vem afetando a vida dos povos originários, que tem seus territórios invadidos e explorados, contaminando os rios e terras da região. O território Kayapó abrange os municípios paraenses de Cumaru do Norte, Bannach, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu.


O garimpo é um câncer no meio da Amazônia, que afeta tudo que cerca a floresta, indígenas, animais e flora. Seus meios são os mais agressivos, como exemplo, tivemos recentemente os ataques de garimpeiros ao povo Munduruku, que vivem até hoje sob ameaça desses criminosos em suas terras.


De acordo com o levantamento do ISA, em dois anos e meio, entre janeiro de 2019 e maio de 2021, o garimpo devastou um total de 2.264,8 hectares da TI Munduruku. Já no município de Jacareacanga (PA), que se sobrepõe a 98% da TI Munduruku, o aumento foi de 269% de áreas degradadas pelo garimpo.