lucro acima de tudo: Atacadão irregular no portal da Amazônia



O atacadão construído na orla nas proximidades do portal da Amazônia sempre foi um projeto absurdo e sem nenhuma visão ambiental ou arquitetônica para Belém. Mas mesmo em meio a muita polemica vemos que empresas que irão se beneficiar financeiramente do projeto, querem a todo custo fazer com que a obra seja liberada, mesmo que está esteja descumprindo todas as leis e normas da cidade.


O discurso que estas empresas manipulam e disseminam é que a liberação desse monstro de aço irá ser o grande salvador e gerador de empregos e renda para todos os cidadãos de Belém. Mas o que sabemos é que este tipo de discurso, pequeno, raso e atrasado, é também mentiroso.


A pior parte de todo esse problema é ver que empresas de jornalismo, que deveriam ser veículos de comunicação para noticias relevantes e importantes para a nossa sociedade, na verdade se comprometem apenas com o comercio de interesses próprios.


O atacadão está embargado desde setembro de 2018, pois ele feria o Código de Postural de Belém, no seu artigo 104, que especifica atividades comerciais em espaço público. Um erro feito enquanto Zenaldo ainda era prefeito de Belém, ele autorizou uma obra de 9,5 metros, quando a lei permite no máximo sete metros de altura.


Mês passado, houve uma grande movimentação na cidade, organizado por mobilizações sociais para que parlamentares da Câmara Municipal de Belém não derrubassem o veto que proibe a construção de prédios nas orlas da cidade. Depois desta mobilização, o Vereador Zeca Pirão (MDB) adiou a votação.


Isso mostra o quanto a cidade de Belém corre o risco diário de sofrer consequências ambientais graves na cidade. O lobby imobiliário na capital tem pressionado e articulado para que essas alterações sejam feitas de forma imediata para atender o mercado que há anos vem tentando colocar seus arranha céus e fazendo alterações arquitetônicas sem pensar nos impactos ambientais que irão causar para a cidade e para a população.