Desmatamento recorde na Amazônia Legal

São 368 quilômetros de área desmatada.

O mês de março deste ano foi considerado recordista em desmatamento, atingindo 368 quilômetros quadrados de área desmatada na Amazônia legal. O cenário atual ultrapassou o mês de março de 2018, que chegou a 357 km², e quando comparado a fevereiro de 2021, o crescimento é ainda maior, mais de 198% de desmatamento na Amazônia. No cerrado o estado é ainda mais alarmante, apresentando mais de 529 quilômetros quadrados de áreas desmatadas, duplicando a marca do ano passado, que foi de 215 km².O monitoramento foi realizado pela plataforma Terra Brasilis, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora o desmatamento na região da Amazônia legal desde 2015.

Em janeiro de 2021 foi possível notar uma redução no desmatamento da região da Amazônia legal, que apresentou 69, 7% neste ano, um percentual bem menor em relação ao ano passado, que teve 284 Km² de áreas devastadas. Os dados deste levantamento têm como base o desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegetação e mineração.

No início de 2021, o estado do Mato Grosso ultrapassou o Pará, e assumiu o lugar com a maior área desmatada. Ao todo foram registrados 1.198 km², no MT, contra 909 Km² de terras paraenses. Quanto ao cerrado, à liderança de devastação fica por conta do território baiano, com 607 km² de desmatamento, na sequência vem o Tocantins, com a marca de 588 Km² de área desmatada.

O déficit de agentes fiscalizadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), preocupa ambientalistas e organizações do setor, mediante a situação de avanço do desmatamento e das queimadas neste ano, tendo em vista que os órgãos encontram-se em situação precária e com falta orçamentária para melhorias.

Em fevereiro deste ano foi anunciado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, a retirada dos militares que atuavam na Amazônia, por meio da Operação Verde Brasil 2, que quando estava vigente acumulou parte dos recursos financeiros disponíveis em operações e estruturas das Forças Armadas, ao contrário dos órgãos que, por missão, devem cuidar do meio ambiente. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou mais de uma vez que 100% das mobilizações de fiscais do Ibama e ICMBio seriam paralisadas, por falta de recursos para pagar contas básicas.