Mulheres no pódio: Rayssa, a Fadinha do Brasil



O esporte e a torcida transformam sociedades e unem paixões. Apesar da popularidade do esporte, uma camada importante da população foi silenciada e deixada de lado por muitos anos. Cada dia mais estamos tomando o nosso espaço e trazendo para o pódio de vitórias mulheres e meninas que estão dando um show nas olimpíadas.


Ontem o brasileiro ficou acordado até altas horas da madrugada torcendo e vibrando pela vitória da pequena Rayssa, a fadinha do skate, e ela, a atleta mais jovem da história do Brasil subiu ao pódio nas Olimpíadas, carregando sua medalha de prata no pescoço. Aos 13 anos e 203 dias, bateu de longe o recorde de Rosângela Santos, bronze em Pequim 2008 com 17 anos no 4x100m do atletismo. Fadinha é, também, a mais jovem brasileira a participar dos Jogos.


A jovem skatista fez questão de lembrar em um de seus discursos que só poderia estar ali pela luta de muitas mulheres que batalharam para conquistar aquele espaço. “não existe futuro sem passado. Se eu estou aqui hoje, junto de outros onze atletas, é por causa das skatitas das antigas, que fizeram o nosso esporte chegar até aqui e abriram o caminho para a gente passar”.


Além de Rayssa, o time feminino vem dando um show nas olimpíadas, ontem também vimos a ginasta Rebecca Andrade voar nos solos ao som de baile de favela. Rebeca fez grandes exibições na qualificação e garantiu a vaga em três finais individuais: no solo, no salto e também no individual geral. Além dela vencemos também com o time de vôlei feminino e com o vôlei de praia também.


Histórico da participação das mulheres no esporte


As mulheres tiveram que brigar muito para conseguir abrir espaço e disputar as olimpíadas. Apenas em 1900 as mulheres puderam participar dos jogos olímpicos; em 1936 as mulheres foram reconhecidas como atletas pelas Olimpíadas; em 2012 as mulheres puderam realmente participar de todas as modalidades do campeonato; em 2016 tivemos um recorde de 209 mulheres concorrendo as medalhas e apenas em 2019, aqui no Brasil, a Copa do Mundo Feminina foi transmitida na TV Aberta.



Infelizmente enfrentamos muitos obstáculos e dificuldades no caminho, tanto que a prática de exercício físico por mulheres no Brasil é 40% inferior aos homens. A falta de acesso as mulheres no esporte é de inúmeros motivos, vai de falta de renda à falta de oportunidades, onde somos deixadas pra cuidar da casa quando os nossos irmãos e homens são deixados na rua brincando, praticando e sendo incentivados a jogar esportes.


Apesar de vivermos nesse favoritismo em cima dos homens e seus privilégios, temos muitas histórias de superações, de conquistas e exemplos de lutas de Mulheres no Esporte, mulheres incríveis, importantes, que incentivam e servem de inspirações.