O aumento do preço do combustível é culpa da privatização da Petrobras



O aumento nos preços dos combustíveis cresceu drasticamente com o início do processo de privatização da empresa brasileira Br distribuidora em 2019 e finalizou agora em 2021, tirando a prioridade nacional de exploração das refinarias de petróleos da Petrobras e vendeu ao capital estrangeiro. Não foi coincidência, foi política de lesa pátria. A Petrobras precisa ser usada para ajudar o povo e não apenas sustentar os acionistas das empresas como Bolsonaro tem feito, afinal, somos autossuficientes na produção de petróleo.


O Brasil produz petróleo e deveríamos ter gasolina, diesel, gás, e derivados de forma acessível para o povo brasileiro e na contramão disto a Petrobras anunciou no final da noite de ontem quinta-feira,10, que aumentaria o preço da gasolina em 18,7%; o diesel, em 24,9%; e o gás de cozinha em 16%. O reajuste ocorre após 57 dias de preços congelados e em meio ao salto da cotação de petróleo no exterior.


A partir de hoje, sexta-feira,11, o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina tipo A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,44 por litro.


Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,81 por litro.


O impacto na grande Belém com o aumento dos preços!


As refinarias vendidas para empresas privada, detém o monopólio regional da distribuição, e ao ser a única a produzir combustível na região, a empresa coloca o preço que quiser. No caso da região metropolitana de Belém a empresa Atem’s Distribuidora, com sede em Manaus, no Amazonas, é quem domina toda a região norte do País e sozinha e sem concorrência faz a distribuição.


Esse aumento pode levar ao colapso total o sistema de transporte na grande Belém, o Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransbel) vem anunciando essa Situação devido o aumento do diesel e a falta de aumento na tarifa de ônibus congelados há três anos na grande Belém. Outro grande problema no Pará com esse aumento, por exemplo, é o gás de cozinha que está custando cerca de R$ 110, aumentará 16%, e poderá custar entre r$118,00 a 120. O povo paraense vai voltar a cozinhar na lenha e andar a pe. Mais uma vez quem paga a conta desse governo privatista é o povo. São tempos cruéis e desumanos para o nosso povo. A resistência é o caminho!


Defender a Petrobras é defender o Brasil!


A venda da BR Distribuidora por Bolsonaro significou a venda da cadeia de distribuição de combustíveis e de todos os postos de gasolina BR. A Petrobrás detinha 37% das ações, que foram todas vendidas, finalizando sua participação na empesa. Após essa venda, 43% dos donos da BR são de estrangeiros. Segundo o Observatório Social da Petrobrás, em seis anos, de 2015 a julho de 2021, a venda de ativos da Petrobras resultou em R$ 231,5 bilhões. As maiores compradoras dos ativos foram empresas do Canadá, França, Brasil e Noruega.


A segunda maior empresa do país não deveria está nas mãos de empresários, que só pensam em lucro, mas sim do Estado e da população brasileira. Com uma renda anual de aproximadamente R$ 50 bilhões, a Petrobras sempre foi cobiçada por proprietários nacionais e internacionais. Mas sua popularidade entre os brasileiros assegurou que ela continuasse brasileira. Uma pesquisa da Revista Fórum, de julho de 2020, mostrou por exemplo que 57% dos cidadãos brasileiros não querem a sua privatização.