Operação da PF contra garimpeiros ilegais em Jacareacanga


Foto: Polícia Federal/Divulgação

As medidas de proteção da Polícia Federal, realizada por determinação da decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o presidente Jair Bolsonaro, por meio dos órgãos de segurança faça a retirada de garimpeiros ilegais dos territórios indígenas e garantam o isolamento dos povos originários durante a pandemia, causou revolta aos garimpeiros ilegais, que iniciaram um protesto, fechando o município de Jacareacanga, no Sudoeste do Pará. O manifesto começou na manhã desta quarta-feira,26, quando os criminosos em motocicletas seguiram em direção a comunidade munduruku e atearam fogo na casa da liderança indígena, Maria Leusa, que acumula ameaças de morte feitas pelos invasores, que dispararam com armas de fogo contra a população indígenas que reside no local. A Operação Mundurukânia da PF tem o apoio do Ibama, Força Nacional, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Civil.

A fúria dos garimpeiros é uma resposta a megaoperação realizada pela PF na região, que visa o combate da atividade garimpeira no local, e ainda, a retirada dos garimpeiros ilegais do território indígena. Ao todo, segundo a PF, foram contabilizados cerca de 100 garimpeiros no ataque aos indígenas e aos policiais, munidos de armas de fogo, paus e pedras. Além de interromperem o fornecimento de energia e internet da localidade. Segundo testemunhas os criminosos queriam chegar até a aldeia Cruz, para tentar contra a vida da liderança do lugar, Ademir Kaba, que tem uma trajetória de luta contra a presença dos garimpos na região


Foto: Polícia Federal/Divulgação

Os garimpeiros prometeram continuar os protestos, onde gritam que “garimpeiros não são bandidos”, por meio de divulgação do ato nas redes sociais, mas dessa vez, o município de Itaituba, também no estado do Pará, é o alvo dos criminosos. O garimpo apesar do apoio de uma parcela do governo continua sendo uma pratica ilegal, que interfere diretamente nos povos indígenas, que tem as terras contaminadas com substancias toxicas utilizadas na extração de minérios, colocando em risco a vida dos originários que fica vulneráveis a doenças, seja pelo ar, rios ou solo. Além de provocar um grande impacto ambiental, que reflete diretamente na vida dos povos que habitam em áreas de preservação que são diariamente desrespeitadas.