Pedido de prisão e bate boca no primeiro dia da CPI da COVID


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta terça-feira, 12, foi a mais movimentada até agora. Entre os destaques, está o depoimento do ex-secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, que durante a sua fala foi acusado de proteger o Presidente da República, Jair Messias, Bolsonaro, e responder de forma rasa e esquiva às perguntas direcionadas a ele. Os senadores chamaram Wajngarten de mentiroso e o relator Renan Calheiros (MDB-AL), pediu a prisão do ex-ministro, ganhando apoio de outros senadores, para que ele fosse preso em flagrante.

O depoimento de Wajngarten era um dos mais esperados por conta da acusação feita em entrevista concedida a revista veja, de que o ex-ministro da saúde, Eduardo Pazuello, teria sido incompetente na aquisição de vacinas contra a covid-19. Osmar Aziz, presidente da CPI, disse que o ex-secretário de comunicação poderá retornar à CPI como investigado.

A CPI foi encerrada por volta das 20h e continua amanhã com o depoimento da

Marta Díez e Carlos Murillo, presidente e ex-presidente da Pfizer no Brasil.


Confira a agenda da CPI da covid

13/05

Marta Díez e Carlos Murillo, presidente e ex-presidente da Pfizer no Brasil

20/05

Mayra Pinheiro, secretária de gestão do trabalho do Ministério da Saúde

25/05

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan (Coronavac)

26/05

Nísia Trindade, presidente da Fiocruz (Astrazeneca)

27/05 - Fernando Marques, presidente da União Química (Sputinik V)

Os depoimentos do dia 18/05, que seria do ex-ministro, Ernesto Araújo das Relações Exteriores e do ex-ministro Eduardo Pazuello da Saúde, 19/05 foram adiados.