RACISMO: O INDÍGENA NÃO SE TORNA MENOS INDÍGENA POR USUFRUIR DE TECNOLOGIA


FOTO ARQUIVO PESSOA: JOSEANE TEMBÉ

São muitos os rótulos colocados aos povos indígenas, que são estereotipados ao caminhar para frente como qualquer outro povo. Um exemplo disso é a tecnologia que tem alcançado cada vez mais nós povos originários, que assim como qualquer ser humano, estamos em constante desenvolvimento e aprendizagem. E possuímos direitos garantidos por lei, constituição de 1988, que vai além de demarcações de terras, é dever do estado possibilitar a inclusão dos meios de acesso a todo cidadão, seja ele indígena ou não indígena.


A Tenetherara Josiane Tembé “Teve um tempo que eu saí pra cidade com o meu marido e eu estava toda pintada e as pessoas ficavam olhando e cochichando e eu fiquei sem ação e fiquei comigo mesmo, dizendo que eu tinha vergonha de ser indígena. Mas hoje eu fico mais tranquila e tenho orgulho de ser indígena e viver no meio do meu povo que luta contra o racismo”, relatou Josiane que mora na aldeia Tawari da Terra Indígena Alto Rio Guamá.


Atualmente a tecnologia, por meio do acesso à internet leva para as aldeias conhecimento e informação sobre os fatos, em um cenário pandêmico a importância dessas ferramentas cresceu ainda mais, com a divulgação de datas de vacinação, e sua eficácia, e ainda, com o método remoto de aulas escolares, que infelizmente ainda não atende ao todo. A identidade não é uma planta que se pode arrancar, é algo enraizado no fundo da alma, que objeto tecnológico nenhum é capaz de tirar.


Ninguém deixa de ser o que é por aderir a uma outra cultura, “As pessoas pensam que vamos deixar de ser indígena porque temos alguns objetos e moramos em casas normais que quase todo mundo mora e também porque possuímos carro ou moto. Mas isso não é verdade, eu já sofri muito com isso, não só eu, mas o meu povo que até hoje passa por isso,” explicou Josiane, que também destacou os questionamentos de algumas pessoas sobre ela morar no “mato” e ter um aparelho celular.


O racismo vem em forma de palavras, olhares e sussurros que sem nenhum acanhamento são direcionados aos indígenas, que andam pela cidade vestidos de culturalismo de um povo rico em sabedoria e que são o início e continuidade da história de uma nação. Indígenas são seres humanos múltiplos, com uma diversidade cultural gigantesca e que merece ser respeitada.


FOTO: Arquivo do site. Dhedha e Nice Tupinambá na aldeia Ytaputir

A falta de respeito das pessoas para com os povos indígenas pode desencadear a negação da própria identidade e até mesmo depressão por se sentirem culpados pelas reações racistas de pessoas não indígenas. “Eu já fiquei depressiva, senti vergonha de ser indígena, me achava diferente das pessoas, vivendo em um mundo atrasado. Mas hoje eu sinto orgulho de andar pintada na ancestralidade, mostrando a minha cultura e língua materna”, frisou Josiane Tembé.


São muitos os rótulos colocados aos povos indígenas, que são estereotipados ao caminhar para frente como qualquer outro povo. Um exemplo disso é a tecnologia que tem alcançado cada vez mais nós povos originários, que assim como qualquer ser humano, estamos em constante desenvolvimento e aprendizagem. E possuímos direitos garantidos por lei, constituição de 1988, que vai além de demarcações de terras, é dever do estado possibilitar a inclusão dos meios de acesso a todo cidadão, seja ele indígena ou não indígena.


A Tenetherara Josiane Tembé “Teve um tempo que eu saí pra cidade com o meu marido e eu estava toda pintada e as pessoas ficavam olhando e cochichando e eu fiquei sem ação e fiquei comigo mesmo, dizendo que eu tinha vergonha de ser indígena. Mas hoje eu fico mais tranquila e tenho orgulho de ser indígena e viver no meio do meu povo que luta contra o racismo”, relatou Josiane, moradora da aldeia Tawari, da Terra Indígena Alto Rio Guamá.




FOTO: Nice Tupinamba, crianças na aldeia Ytaputir

Atualmente a tecnologia, por meio do

acesso à internet leva para as aldeias conhecimento e informação sobre os fatos, em um cenário pandêmico a importância dessas ferramentas cresceu ainda mais, com a divulgação de datas de vacinação, e sua eficácia, e ainda, com o método remoto de aulas escolares, que infelizmente ainda não atende ao todo. A identidade não é uma planta que se pode arrancar, é algo enraizado no fundo da alma, que objeto

tecnológico nenhum é capaz de tirar.


Ninguém deixa de ser o que é por aderir a uma outra cultura, “As pessoas pensam que vamos deixar de ser indígena porque temos alguns objetos e moramos em casas normais que quase todo mundo mora e também porque possuímos carro ou moto. Mas isso não é verdade, eu já sofri muito com isso, não só eu, mas o meu povo que até hoje passa por isso,” explicou Josiane, que também destacou os questionamentos de algumas pessoas sobre ela morar no “mato” e ter um aparelho celular.


O racismo vem em forma de palavras, olhares e sussurros que sem nenhum acanhamento são direcionados aos indígenas, que andam pela cidade vestidos de culturalismo de um povo rico em sabedoria e que são o início e continuidade da história de uma nação. Indígenas são seres humanos múltiplos, com uma diversidade cultural gigantesca e que merece ser respeitada.


A falta de respeito das pessoas para com os povos indígenas pode desencadear a negação da própria identidade e até mesmo depressão por se sentirem culpados pelas reações racistas de pessoas não indígenas. “Eu já fiquei depressiva, senti vergonha de ser indígena, me achava diferente das pessoas, vivendo em um mundo atrasado. Mas hoje eu sinto orgulho de andar pintada na ancestralidade, mostrando a minha cultura e língua materna”, frisou Josiane Tembé.