Disparada de preço do gás de cozinha faz brasileiros voltarem a usar forno a lenha



Só a gente entende a dificuldade que é comprar alguma coisa hoje em dia, itens básicos como arroz e feijão, os dois queridinhos da mesa do brasileiro, são hoje também os ingredientes mais caros nos supermercados. E não vamos nem falar dos preços da carne...


Mas além de todos esses itens que falei acima, o grande vilão, que vem inflacionando nossos bolsos de maneira absurda é o botijão de gás. O gás de cozinha, registrou variação de reajustes de 15% a 20%, dependendo da região do país. É o que mostra o Boletim Especial de 1º de Maio do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que traz ainda dados sobre emprego e renda mostrando que desde o golpe de 2016 contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), só aumentou a perda de renda dos trabalhadores, aumentou a precarização e o número de pessoas desalentadas, sem oportunidades de trabalho, e que a pandemia do novo coronavírus só escancarou a tragédia social, não sendo sozinha a responsável pela crise econômica.


Em 2019, já no governo Bolsonaro, uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética colocou fim à política do subsídio do gás de cozinha praticada pela Petrobras, um bem considerado essencial para as famílias brasileiras.


A volta do forno a lenha



Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , 14 milhões de famílias usavam lenha ou carvão em 2019 (cerca de 3 milhões a mais do que em 2016). O número significa que uma a cada cinco famílias brasileiras cozinhava com carvão ou lenha, hoje esse número é ainda maior. Há dois anos, uma em cada quatro famílias brasileiras usava lenha em algum momento para fazer seus alimentos.


No Sudeste, onde historicamente o uso de lenha e mais raro, o aumento foi ainda maior, mais de 60%.


Com a pandemia e as restrições orçamentárias, o IBGE não divulga esses indicadores há quase dois anos. Por isso, esses números já não refletem a realidade de um país que passa por um acelerado processo de empobrecimento.


Estamos a cada dia que passa pensando em nosso bolso o que podemos escolher para comprar, o salário não acompanha os aumentos das coisas, e a cada ida ao mercado menos produtos são colocados em nossos carrinhos.