Ricardo Salles, o dono da “boiada” pediu demissão



O pior ministro do Meio Ambiente da história do Brasil, Ricardo Salles, pediu demissão nessa tarde. país acaba de pedir sua demissão. E no mesmo decreto, de exoneração, Bolsonaro nomeou Joaquim Álvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente.


O histórico de desgraça causadas por Salles vai continuar gerando resultados desastrosos à natureza e seus povos. Sua gestão foi marcada por escândalos e crimes ambientais sem precedentes, fez aliança explicita com madeireiros e garimpeiros ilegais e usou dinheiro público para apoiar garimpeiros e financiar guerra entre indígenas, por exemplo, usou o avião da FAB para transportar garimpeiros até Brasília para uma reunião com o governo Bolsonaro, sugeriu em reunião ministerial do 22 de abril de 2020 que o governo aproveitasse a pandemia da Covid-19 para "ir passando a boiada", por cima de leis de proteção ambiental.


Ricardo Salles também é alvo de inquérito, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por supostamente ter atrapalhado investigações sobre apreensão de madeiras ilegais na operação Akuanduba. As investigações apuram suspeita de facilitação à exportação ilegal de madeira do Brasil para os Estados Unidos e Europa. realizada no dia 19 de maio deste ano.


Em manifestação no Palácio do Planalto após o pedido de demissão, Salles relacionou medidas que adotou à frente da pasta e reclamou das críticas.

"Experimentei ao longo destes dois anos e meio muitas contestações, tentativas de dar a essas medidas caráter de desrespeito à legislação, o que não é verdade", declarou.

Segundo ele, a sociedade espera "respeito" ao setor produtivo e à iniciativa privada. Salles destacou a necessidade de o Brasil ampliar as obras de infraestrutura e "continuar sendo o grande líder do agronegócio".

O ex-ministro defendeu uma transição "serena". "Para que se faça da maneira mais serena possível, apresentei meu pedido de exoneração", disse.