Venda de peixe no Pará é afetada após casos suspeitos da síndrome de Haff e Fake News sobre a doença



Os mercados nunca estiveram tão tranquilos, o motivo é a redução das vendas do pescado por conta do receio dos clientes em serem contaminados com a chamada “Doença de Haff/Urina preta” junto com notícias falsas sobre o assunto.


Mensagens compartilhadas em Whatsapp, muitas vezes com conteúdo falso sobre a doença, tem afastado o consumidor do Mercado. A exemplo de um vídeo que circula em que um peixe com verme nos olhos teria infectado 400 pessoas. Trata-se de uma fake news que foi desmentida ainda em 2019 pelo site Boatos.org.


Aqui no Pará, cerca de onze pesquisadores do instituto Evandro chagas investigam as suspeitas e as causas da síndrome. Foi elaborado um grupo de trabalho, e neste grupo há representantes de todas as áreas cientificas do Instituto. Para a pesquisa tem pessoas trabalhando nos dados epidemiológicos, que é voltado para a caracterização da população.


Em Belém, foram três casos notificados, até então. Em todo estado, são nove casos em investigação e nenhum confirmado. Pesquisadores atuam em duas frentes de trabalho para monitorara a situação e investigar possíveis causas para a incidência da síndrome.

A doença de Haff, causado pela ingestão de peixes ou crustáceos contaminados, deixa a urina com coloração escura, provoca dores musculares e insuficiência renal, já foi diagnosticada em pelo menos sete Estados brasileiros, dentre eles Amazonas, Bahia, Ceará e aqui no Pará. Os sintomas aparecem de duas a 24 horas após o consumo dos alimentos contaminados. Por isso especialistas reforçam que peixes de cativeiro são seguros.


A síndrome está associada ao consumo de peixes como arabaiana, conhecido como olho de boi, badejo, tambaqui ou crustáceos A doença é causada pela ingestão de pescado contaminado por uma toxina capaz de causar necrose dos músculos.


De acordo com o Ministério da Saúde, quando um peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada, ele pode criar uma toxina sem cheiro e sem sabor que contamina quem consome o pescado.


Especialistas reforçam que peixes criados em açudes, por exemplo, são seguros. Além disso, os municípios têm reforçado a fiscalização sanitária para garantir que os locais que vendem peixes os armazenem em locais adequados, além de ser necessário saber a origem dos pescados.