Éder Mauro é investigado por sonegação fiscal pela operação “Boca de Cobra”


foto reprodução

O Deputado Éder Mauro é uma figura conhecida pelas falas preconceituosas, racistas e homofóbicas, sempre acompanhadas do jargão “homem de bem”. Mas o que muitos dizem é que de bem esse homem não tem nada. Nesta quinta-feira (24), a polícia civil realizou a operação “Boca de Cobra” que investiga sonegação fiscal no Pará, e entre os casos denunciados pelo Ministério Público, está a compra suspeita da fazenda Benção Divinal que o deputado comprou ano passado por um valor muito baixo do mercado.


A investigação comandada pelo Delegado-Geral Walter Rezende apura a compra da fazenda pelo deputado federal Éder Mauro. Este é um novelo a ser desfiado com cuidado e atenção. Primeiro porque o deputado do PSD a comprou o imóvel que valia R$ 2,8 milhões pela ninharia de R$ 330 mil.


Outra coisa bem peculiar sobre o caso é o modo que foi feito a compra da fazenda. O repasse feito para Éder Mauro, está carregada de suspeitas de fraudes e fez com que a propriedade, localizada no município de Bujaru (a 196 Km de Belém), passasse em tempo recorde de Cleber Eduardo de Lima para o Deputado, em julho de 2020. A figura Cleber Leite, inclusive já foi preso em uma operação denominada “crashwood”, por participar de uma quadrilha que desviou R$ 400 milhões créditos florestais no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) - para as mãos de Éder Mauro no dia 29 de julho de 2020.


Pela operação Boca da Cobra, iniciada após denúncias feitas à polícia, foi identificado que Cleber comprou a propriedade por R$ 50 mil em 2018. A procuração pública sobre a venda, na ocasião, foi assinada por Francisca Zulmira Melo de Lima, que havia morrido em 2003, 15 anos antes da elaboração do suposto documento.


A suspeita ainda em cima de Éder Mauro fica mais explicita pelo seu enriquecimento e evolução patrimonial. O Deputado teve durante os anos de 2014 e 2018 um aumento R$ 595.495,69 para 2.014.963,08 de seus patrimônios entre imóveis, automóveis e propriedades rurais, segundo o site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Mesmo somando o valor de seu salário, que chega a 33 mil mensais, a renda não justifica o aumento de mais de 300% durante esses 4 anos.


A coleção de acusações e condenações de Éder Mauro

O Deputado Éder Mauro coleciona processos em suas costas, o mais recente deles foi contra o ex-deputado Jean Willys, em que Éder foi condenado a pagar 30 salários mínimos por difamação.


O deputado que se coloca acima da lei responde a vários outros processos de fake news, difamação, racismo, homofobia e poderia ter tantos outros que não foram formalizados, pois todos os dias se dedica a espalhar o ódio e o preconceito de forma criminosa


Além de todos esses citados acima, o deputado também já foi acusado pelo crime de tortura e falsidade ideológica, mas foi absolvido pela corte do STF por faltas de provas contundentes. A acusação foi feita em 2018, quando o parlamentar atuava como delegado. Éder respondeu o processo de tortura na ação penal 967, acusado de ter permitido que agentes sob seu comando torturassem um preso em frente aos seus familiares,


Outra ligação criminosa de Éder é seu envolvimento com a empresa Odebrecht. A construtora que tem seu nome ligado a uma das maiores investigações de escândalo de corrupção do pais, a “lava jato”, foi a maior investidora da campanha de Éder Mauro, nas eleições de 2014. A Empresa teria doado a quantia generosa de 100 mil reais para a campanha do deputado, e até hoje o deputado não explicou o envolvimento da empresa em sua campanha.